Comissão Especial vai propor diretrizes para Cavalgadas e Rodeios em Contagem PDF Imprimir E-mail
Sex, 08 de Novembro de 2019 17:20

A Câmara Municipal de Contagem reuniu, na quarta-feira (30/10), em audiência pública, representantes de criadores de cavalos, carroceiros, organizadores de cavalgadas, organizações de proteção animal, vereadores, representantes do Executivo e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Organizada pela Comissão de Meio Ambiente, Política Urbana, Rural e Habitação da Câmara, a audiência debateu a "Regulamentação das Cavalgadas, Rodeios e Similares em Contagem".
No encontro, todos os segmentos puderam expor seus pontos de vista, que passaram pela necessidade de se preservar a tradição das cavalgadas no município, mas reforçando a fiscalização em todos os âmbitos, para se coibir a violência contra os animais. Em relação à regulação, foi criada uma comissão especial formada por todos os grupos presentes, incluindo ainda representantes do Ministério Público e do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), para desenvolver um documento nesse sentido.
O vereador Zé Antônio do Hospital Santa Helena (PT), que solicitou e presidiu a audiência, ressaltou a necessidade de se regulamentar as atividades e a importância de se formar uma comissão ampla para este fim. "Tiramos um encaminhamento importante, formando um grupo, uma comissão com todos os envolvidos - representantes das associações, da defesa dos animais, da Câmara, dos carroceiros - para apontar um caminho, desenvolver um relatório a ser direcionado para o Ministério Público, para que possamos ter uma diretriz que regule a relação do homem com os animais e o meio ambiente", explicou.

Debates acalorados


A audiência foi marcada por discussões de vários pontos relacionados às práticas das cavalgadas, rodeios e afins. Entusiastas das cavalgadas, os vereadores Zé Antônio e Vinícius Faria (PCdoB) enalteceram a prática como parte da história e da cultura do município. "Como vereador e defensor desta causa, busco apoio para continuidade das cavalgadas em nosso município, que já é e faz parte integrante de uma tradição", disse o primeiro.
Faria destacou o projeto de lei de sua autoria aprovado nesta semana na Câmara, que considera a prática das cavalgadas um bem cultural e imaterial do município. "Isso é de grande importância para quem ama o cavalo e quem utiliza o animal também como seu ganha-pão. Não podemos deixar morrer essa tradição das cavalgadas, que é uma questão cultural, e envolve toda uma cadeia econômica na cidade, das criações, casas de rações, compra e venda de animais, projetos da equoterapia etc. Por isso, temos que regulamentar".