Pro­te­ja seu corpo das mudan­ças brus­cas de tem­pe­ra­tu­ra PDF Imprimir E-mail
Qui, 11 de Julho de 2019 13:11

Você sai de casa em trajes mais leves e, passadas poucas horas, acaba tomando um susto com a queda brusca de temperatura? O seu corpo sente mais do que o desconforto causado pela falta de agasalho quando esfria de repente: processos alérgicos, resfriados e até baixa imunidade são alguns dos prejuízos comuns à saúde quando há instabilidade no clima.
Segundo o pneumologista Hassan Ahmed Yassine Neto, do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, quem mais sofre com as mudanças bruscas na temperatura são crianças e idosos, extremos de idade que tem em comum a imunidade baixa e/ ou um sistema respiratório frágil. "Além deles, pacientes de asma e rinite também sentem os efeitos dessa alteração, apresentando crises mesmo com o uso de remédios", explica. Previna-se contra esses problemas com as dicas dos especialistas.

1 - Beba muito líqui­do
"Uma boa hidra­ta­ção, que ­inclui inges­tão de fru­tas, legu­mes e ver­du­ras com bas­tan­te água, é fun­da­men­tal para melho­rar a imu­ni­da­de, prin­ci­pal­men­te se o clima esti­ver seco", afir­ma a pneu­mo­lo­gis­ta ­Andrea Apa­re­ci­da Sette, do Hos­pi­tal e Mater­ni­da­de São Luiz. Mesmo não sen­tin­do sede, car­re­gue uma gar­ra­fi­nha de água com você e dê peque­nos goles de tem­pos em tem­pos.

2 - Ajus­te a ali­men­ta­ção
A ali­men­ta­ção balan­cea­da deixa a imu­ni­da­de nas altu­ras, crian­do uma bar­rei­ra con­tra com­pli­ca­ções decor­ren­tes da queda brus­ca de tem­pe­ra­tu­ra. "Prio­ri­ze ali­men­tos que ace­le­ram o meta­bo­lis­mo e ­opções mais caló­ri­cas, já que o corpo tende a gas­tar mais ener­gia para man­ter o calor", afir­ma o pneu­mo­lo­gis­ta Has­san.

 

3 - Evite ambien­tes com mui­tas pes­soas
"Aglo­me­ra­ções favo­re­cem a trans­mis­são de doen­ças pelo ar e pelo con­ta­to", afir­ma ­Andrea. Como a queda de tem­pe­ra­tu­ra já deixa o corpo mais frá­gil, evite ficar em luga­res fecha­dos com mui­tas pes­soas. Além disso, essa con­cen­tra­ção pode dei­xar o local aba­fa­do ­demais, cau­san­do queda de pres­são e mal-estar.

4 - Deixe a casa ven­ti­la­da
Seja para man­ter o calor ou evi­tar a entra­da do sol, mui­tas pes­soas aca­bam dei­xan­do suas casas com­ple­ta­men­te fecha­das. Entre­tan­to, ao impe­dir a cir­cu­la­ção de ar, você favo­re­ce a pro­li­fe­ra­ção ou a estag­na­ção de vírus, fun­gos e bac­té­rias no ambien­te. "Eles não são leva­dos pela cor­ren­te de ar, fican­do con­cen­tra­dos nos cômo­dos da casa", expli­ca. Por isso, por mais fres­qui­nha que seja sua casa ou por mais frio que este­ja o tempo lá fora, abra as jane­las ­alguns perío­dos do dia ? pela manhã e à tarde, prin­ci­pal­men­te.

5 - Evite o cho­que tér­mi­co
Segun­do Has­san, o cho­que de tem­pe­ra­tu­ras é uma mudan­ça bas­tan­te agres­si­va para quem tem as vias res­pi­ra­tó­rias mais sen­sí­veis. "É comum haver piora de rini­te, tosse ou falta de ar", afir­ma. Para mini­mi­zar tais pro­ble­mas, evite sair de um lugar aba­fa­do para um gela­do sem pro­te­ger nariz e boca com a blusa ou um cache­col e não espe­re estar em con­ta­to com o ar frio para se aga­sa­lhar.

6 - Aque­ça o ambien­te
"O ar gela­do res­fria as vias ­aéreas, o que pode desen­ca­dear chia­do no peito ou um qua­dro de falta de ar, prin­ci­pal­men­te em alér­gi­cos", afir­ma ­Andrea. Man­ter um aque­ce­dor no quar­to ajuda a evi­tar uma pés­si­ma noite de sono quan­do ocor­re uma mudan­ça brus­ca de tem­pe­ra­tu­ra. Lem­bre-se, porém, de que o ar quen­te dimi­nui a umi­da­de do ar. Por isso, não se esque­ça de pro­vi­den­ciar tam­bém um umi­di­fi­ca­dor ou, pelo menos, ­bacias com água perto da cama.

7 - Lave as rou­pas de inver­no
É natu­ral guar­dar casa­cos, blu­sas e cober­tas até pre­ci­sar deles nova­men­te. Mas, enquan­to são dei­xa­dos de lado, eles podem absor­ver a umi­da­de do ar e criar bolor. "Os fun­gos que cau­sam o bolor são alta­men­te irri­tan­tes para as muco­sas ­nasais, prin­ci­pal­men­te no caso de quem já sofre com asma, rini­te alér­gi­ca ou bron­qui­te", escla­re­ce ­Andrea. Por isso, de tem­pos em tem­pos, deixe rou­pas e cober­to­res no sol e lave todos eles perio­di­ca­men­te, mesmo que eles não ­tenham sido usa­dos.