Papa Francisco: esporte é ótima ocasião para aprender a dar o melhor de si PDF Imprimir E-mail
Qua, 29 de Maio de 2019 14:27

O Papa Fran­cis­co con­cluiu suas ati­vi­da­des, na sexta-feira, 24, rece­ben­do, na Sala Paulo VI, no Vati­ca­no, cerca de seis mil par­ti­ci­pan­tes no encon­tro "O fute­bol que ama­mos", pro­mo­vi­do pelo jor­nal espor­ti­vo "A Gaze­ta do Espor­te" e pela Fede­ra­ção Ita­lia­na de Fute­bol.
Em seu dis­cur­so aos nume­ro­sos pre­sen­tes, o Papa recor­dou São João Bosco, fun­da­dor dos Ora­tó­rios, dizen­do "Basta jogar uma bola no ar e, antes de cair no chão, pode­re­mos ver quan­tos esta­rão jun­tos para pegá-la".
E acres­cen­tou: "Pode­mos dizer, com cer­te­za, que atrás de uma bola, quase sem­pre, corre uma crian­ça, de corpo e alma, com seus ­sonhos e aspi­ra­ções. Em uma ati­vi­da­de espor­ti­va, não são envol­vi­dos somen­te os mús­cu­los, mas toda a per­so­na­li­da­de de um jovem, em todas as suas dimen­sões, até as mais pro­fun­das".
O espor­te, recor­dou Fran­cis­co, é uma ótima oca­sião para apren­der a dar o ­melhor de si, com sacri­fí­cio e esfor­ço, mas, acima de tudo, não sozi­nho. Em nossa época, gra­ças à pre­sen­ça maci­ça de novas tec­no­lo­gias, é fácil iso­lar-se, criar vín­cu­los vir­tuais com mui­tos, mas à dis­tân­cia.
E afir­mou: "A bola torna-se um meio para con­vi­dar as pes­soas reais a com­par­ti­lhar ami­za­de, encon­trar-se em um espa­ço, olhar no rosto, desa­fiar-se e colo­car à prova suas habi­li­da­des. O fute­bol é um jogo de equi­pe, não se pode diver­tir sozi­nho! Ele pode fazer bem à mente e ao cora­ção em uma socie­da­de que põe em pri­mei­ro lugar o sub­je­ti­vis­mo, a cen­tra­li­da­de do seu ego, quase como um prin­cí­pio abso­lu­to".
Às vezes, disse o Papa, ouvi­mos dizer que o fute­bol é "o jogo mais boni­to do mundo" ou então "o fute­bol não é mais um jogo!" Infe­liz­men­te, esta­mos vendo fenô­me­nos que afe­tam a sua bele­za, por exem­plo, tor­ce­do­res que se trans­for­mam em ultrar­ra­di­cais. Ao con­trá­rio, jogar bola pro­vo­ca ale­gria, liber­da­de, diver­são. Quem corre atrás de um sonho nem sem­pre se torna cam­peão. Por isso, é pre­ci­so trei­nar.
E Fran­cis­co expli­cou: "O trei­no é uma espé­cie de acom­pa­nha­men­to para atin­gir algo ­melhor ou algo mais. O trei­no melho­ra as qua­li­da­des físi­cas e téc­ni­cas para enfren­tar os desa­fios. Torna-se uma lição para seus atle­tas, que pode dei­xar uma marca inde­lé­vel em suas vidas. Por isso, os trei­na­do­res têm um papel impor­tan­te, com a ajuda dos pais".
Por fim, Fran­cis­co diri­giu-se aos gran­des cam­peões do fute­bol, nos quais os ­jovens atle­tas se ins­pi­ram: "Não se esque­çam de onde vocês saí­ram: de um campo de peri­fe­ria, de um ora­tó­rio ou de uma peque­na equi­pe. Espe­ro que vocês sem­pre sin­tam gra­ti­dão por sua his­tó­ria feita de sacri­fí­cios, vitó­rias e der­ro­tas. Não se esque­çam da res­pon­sa­bi­li­da­de edu­ca­cio­nal que vocês têm dian­te dos ­jovens: sejam coe­ren­tes em suas vidas, soli­dá­rios com os mais frá­geis, incen­ti­van­do os mais ­jovens a cres­ce­rem, por den­tro e por fora, até mesmo a se tor­na­rem cam­peões".