Tragédia que ocorreu na Vila Barraginha completa 27 anos PDF Imprimir E-mail
Qua, 20 de Março de 2019 13:31

Há 27 anos, no dia 18 de março de 1992, muito baru­lho e ven­ta­nia anun­cia­vam uma ava­lan­che de terra que pro­vo­ca­ria a morte de 36 pes­soas, dei­xa­ria cen­te­nas de feri­dos e desa­bri­ga­dos e soter­ra­ria 150 bar­ra­cos e casas na Vila Bar­ra­gi­nha, no bair­ro Indus­trial. A ocu­pa­ção teve iní­cio nos anos 1940, quan­do deze­nas de famí­lias ins­ta­la­ram-se sob um anti­go depó­si­to de lixo, cons­truí­do sobre um solo argi­lo­so.
Após um perío­do com exces­so de chuva, uma movi­men­ta­ção de terra pre­ju­di­cou a esta­bi­li­da­de da bacia de argi­la mole sobre a qual as casas esta­vam assen­ta­das, oca­sio­nan­do a movi­men­ta­ção do ater­ro. O local foi alvo de um des­li­za­men­to de ater­ro de 15 ­metros de altu­ra por 100 ­metros de exten­são. Naque­la época, o muni­cí­pio ainda não con­ta­va com a atua­ção de uma Defe­sa Civil estru­tu­ra­da, situa­ção muito dife­ren­te da que é encon­tra­da hoje. Atual­men­te, a Defe­sa Civil de Con­ta­gem dis­põe de uma Cen­tral de Aten­di­men­to que fun­cio­na 24 horas (Tele­fo­ne 199) e que rea­li­za moni­to­ra­men­tos para evi­tar ris­cos de desa­ba­men­to de mora­dias em áreas de ater­ro. A pre­ven­ção é pala­vra-chave do tra­ba­lho atual da Defe­sa Civil do muni­cí­pio.
Segun­do o coor­de­na­dor de Pro­te­ção e Defe­sa Civil de Con­ta­gem, ­Samuel Mar­tins Lara, hoje, na Vila Bar­ra­gi­nha, o tra­ba­lho da Defe­sa Civil é vol­ta­do para a pre­ven­ção. "São rea­li­za­dos moni­to­ra­men­tos cons­tan­tes da área afe­ta­da e sua redon­de­zas, sendo fei­tas visi­tas às empre­sas pró­xi­mas que estão exe­cu­tan­do movi­men­ta­ção de terra e pres­ta­das orien­ta­ções para as famí­lias que ainda resi­dem no local, aguar­dan­do inde­ni­za­ção. São tam­bém rea­li­za­dos em toda a cida­de exer­cí­cios simu­la­dos de desas­tres de gran­de pro­por­ção, ensi­nan­do à popu­la­ção como agir e pro­cu­rar ­locais segu­ros", afir­ma o coor­de­na­dor.
De acor­do com ­Samuel Lara, a atual polí­ti­ca habi­ta­cio­nal ado­ta­da pela Pre­fei­tu­ra de Con­ta­gem pos­si­bi­li­ta que cerca de 570 famí­lias rece­bam auxí­lio-mora­dia para dei­xar as áreas de risco - apro­xi­ma­da­men­te 130 famí­lias já rece­be­rão inde­ni­za­ção nos pró­xi­mos meses com a con­tem­pla­ção de um apar­ta­men­to do pro­gra­ma Minha casa, Minha Vida. "Hoje, as áreas com risco de des­li­za­men­to de encos­ta são cons­tan­te­men­te moni­to­ra­das e, quan­do há risco geo­ló­gi­co, risco de movi­men­ta­ção de solo, enca­mi­nha­mos essas famí­lias para o pro­gra­ma da Pre­fei­tu­ra que ofe­re­ce auxí­lio-mora­dia. O tra­ba­lho da Guar­da Civil e das regio­nais é de extre­ma impor­tân­cia, evi­tan­do as reo­cu­pa­ções", expli­ca.
A Defe­sa Civil tam­bém rea­li­za o pro­je­to "Bar­ra­ca Iti­ne­ran­te", mon­tan­do uma bar­ra­ca em pon­tos estra­té­gi­cos da cida­de para inte­ra­gir com a popu­la­ção e pres­tar infor­ma­ções e ainda faz um tra­ba­lho de cons­cien­ti­za­ção junto a crian­ças sobre a impor­tân­cia da pre­ven­ção, pre­pa­ran­do-as para situa­ções emer­gen­ciais. É a "Bri­ga­da Esco­lar de Defe­sa Civil", pro­je­to da Sub­se­cre­ta­ria de Pro­te­ção e Defe­sa Civil por meio do qual, duran­te dois dias, agen­tes da Defe­sa Civil inte­ra­gem com o públi­co esco­lar.
Se você resi­de em uma área pró­xi­ma a bar­ra­cos e a obras em que estão sendo exe­cu­ta­dos ser­vi­ços de movi­men­ta­ção de terra, fique aten­to a movi­men­ta­ções brus­cas e trin­cas no ter­re­no. Caso seja neces­sá­rio, acio­ne a Defe­sa Civil, atra­vés do 199.